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Uma revolução chamada impressão 3D: até onde ela pode chegar no País?

A impressão 3D produz os mais variados tipos de objetos. E utiliza um software que desenha a peça e a encaminha diretamente para a impressora, onde finalmente ganha forma. Por isso, essa tecnologia é compreendida como um tipo de fabricação aditiva ou de prototipagem rápida.

impressão 3D

Crédito: Skoropadska Maruna/Shutterstock

Redução de custos e materiais, economia de tempo e versatilidade – além de fácil armazenamento e manuseio -, são algumas das vantagens que colocam esse método de fabricação em um patamar de quase unanimidade no setor industrial internacional. Mas será que essa ferramenta tem sido usada aqui no Brasil? Para esclarecer isso, conversamos com alguns fabricantes, representantes da indústria e especialistas do mercado.

impressao 3D makerbot

Crédito: Divulgação/ MakerBot

O que faz a impressão 3D e quem usa

A impressão tridimensional é utilizada em diversas áreas, como aeroespacial, médica, odontológica, automotiva, arquitetura, construção, agricultura etc. É possível imprimir, por exemplo, maquetes, peças de decoração, revestimentos de parede, brinquedos, embalagens… enfim, uma infinidade de objetos.

Flavio Ulbrich, representante da UP3D – empresa paulistana que fabrica impressoras 3D e presta serviços de prototipagem rápida – descreve o perfil de seus clientes. “Eles vêm da área de injeção de frascos, da elétrica – para a impressão de tomadas e plugs. Mas o setor mais emergente no Brasil é o de odontologia, para confecção de implantes e modelos estéticos”.

impressao 3d ortodontia

Crédito: Divulgação/ UP3D

Na UP3D, o processo utiliza máquinas de impressão 3D por filamento plástico. O material é derretido, formando o objeto camada a camada. “Por isso, não importa a complexidade da peça a ser confeccionada”, explica Ulbrich quanto ao desenvolvimento de protótipos excepcionalmente precisos.

A empresa Pés Sem Dor fornece palmilhas ortopédicas sob medida a partir da impressão 3D. A matéria-prima são filamentos de TPU (Poliuretano Termoplástico). Com o auxílio de um software, o fisioterapeuta produz o desenho da peça e envia o arquivo final para a impressora 3D. Em duas horas, é possível fazer um par de palmilhas.

Antes de aderir às impressoras 3D – desenvolvidas pela empresa AE3D –, a Pés Sem Dor tinha produção praticamente manual e ocupava um galpão de 600 m², em São Bernardo do Campo, na grande São Paulo. Já com a nova tecnologia, a fabricação das peças é muito mais ágil e a mão de obra é menor. Inclusive, o local de produção foi reduzido para uma sala de apenas 80 m².

Cenário da impressão 3D do Brasil

Segundo Benê Padovani, consultor de mercado e tecnologia da Aranda – empresa que possui experiência no segmento – ainda que muitas empresas já usufruam da impressão 3D, seu uso é um tanto quanto incipiente no Brasil. “Por aqui, a tecnologia é mais utilizada para auxiliar arquitetos e engenheiros no desenvolvimento de um projeto”, afirma.

impressao 3d maquetes

Divulgação/ MakerBot

Ele explica que isso se deve às patentes de antigos fabricantes, que restringiam o mercado. Quando elas começaram a expirar há cerca de cinco anos, novas empresas (como startups) aproveitaram o momento e investiram no desenvolvimento da tecnologia, tanto na parte física das impressoras, quanto nos softwares.

Para Felipe Rosales, diretor geral (na América Latina) da fabricante mundial de impressoras 3D MakerBot, o mercado de impressão 3D está em expansão no Brasil. “Alguns anos atrás, o alto custo ainda era um grande impedimento para popularizar a tecnologia, mas atualmente temos muitos equipamentos e materiais disponíveis que estão acelerando esse processo”.

Dados no mundo

De acordo com a Wohlers Associates, empresa americana que oferece consultoria na área de fabricação aditiva, a impressora 3D reduziu seu preço de cerca de US$ 20 mil para US$ 500 em apenas 10 anos. A estimativa é que até 2027, 10% de tudo o que for produzido no mundo será por impressão 3D.

Redação Portal AECweb

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